Artigo · Educação · 2022 · Português
Docência e Aprendizagem de Matemática: humanos e não humanos
Fernando Becker
Resumo
O texto apresenta a terceira parte da pesquisa Epistemologia do Professor de Matemática, cujos dados foram coletados no Peru, no Chile e no Uruguai, mediante entrevistas a 17 professores. O objetivo é o de identificar as concepções epistemológicas que fundamentam o ensino de Matemática e verificar se tais concepções assemelham-se às encontradas no Brasil: empiristas, fundamentadas por aprioristas e raras construtivistas. Os objetivos específicos são saber como os docentes explicam as capacidades de aprendizagem de seus alunos, cotejando-as com as de mamíferos não humanos, as dificuldades de aprendizagem e como compreendem as funções de professor e de aluno na sala de aula. Analisam-se, para isso, as respostas às questões 9 a 11, dentre as 24 da pesquisa, feitas a docentes de todos os níveis de ensino. Como nas análises anteriores, as respostas obtidas assemelham-se às de docentes brasileiros quanto à predominância de concepções epistemológicas empiristas, fundadas por aprioristas, sem consciência da contradição, e raras construtivistas que aparecem esparsas. A afirmação de que as capacidades racionais são a priori ou inatas e o ensino, formal ou informal, as aperfeiçoa é recorrente; nada aparece que dialetize hereditariedade e meio. Evidencia-se contexto propício para se confundir percepção e razão, atribuindo àquela o que é próprio desta. Dali a dificuldade de distinguir matemática humana de “matemática” de outros mamíferos. Desfazem-se, por isso, concepções de aprendizagem
- Tipo
- Artigo
- Área
- Educação
- Ano
- 2022
- Idioma
- Português
- Licença
- CC BY-NC
- DOI
- 10.23925/2358-4122.2022v9i359000
Como citar (ABNT)
BECKER, Fernando. Docência e Aprendizagem de Matemática: humanos e não humanos. Ensino da Matemática em Debate, v. 9, n. 3, p. 117-140, 2022. DOI: 10.23925/2358-4122.2022v9i359000.
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