Artigo · Computação · 2020 · Português
Breve ensaio sobre linhas, conflitos e transversais
Douglas Ferreira Gadelha Campelo
Resumo
Neste artigo, parto do tema do parentesco e do conceito de sociedade na tentativa de problematizá-los através de contextos como o dos povos Tikmuun/Maxakali nos quais há constantes irrupções de conflitos que culminam em diluições das relações e das aldeias. Ao partir do parentesco, pretendo discutir a articulação inerente à sua natureza que é a de uma perspectiva vertical-diacrônica e uma segunda perspectiva horizontal-sincrônica. De um lado, temos as genealogias de parentesco – fenômeno eminentemente vertical, histórico e ligado à memória – e de outro, temos os usos cotidianos do parentesco – fenômeno eminentemente horizontal e ligado às implicações da proibição do incesto e do uso da linguagem. Ao observar a dialética da horizontalidade e da verticalidade no parentesco, tento problematizar o lugar do conflito entre essas duas linhas. Seguindo a noção de devir, proposta por Deleuze e Guatari, meu argumento é de que o conflito, com seu caráter intempestivo e criador, parece estar ligado a diagonais que atravessam as linhas da verticalidade e da horizontalidade.
- Tipo
- Artigo
- Área
- Computação
- Ano
- 2020
- Idioma
- Português
- Licença
- CC BY-NC-SA
- DOI
- 10.48075/rtc.v27i54.26648
Como citar (ABNT)
CAMPELO, Douglas Ferreira Gadelha. Breve ensaio sobre linhas, conflitos e transversais. Tempo da Ciência, v. 27, n. 54, p. 38-49, 2020. DOI: 10.48075/rtc.v27i54.26648.
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