Artigo · Mais buscados · 2022 · Português
Marcas linguístico-discursivas de patriarcalismo em Helena, de Machado de Assis: um estudo dialógico
Ana Carolina Martins da Silva, Wilder Kleber Fernandes de Santana, Weslei Chaleghi de Melo
Resumo
Em uma sociedade influenciada pelo conservadorismo econômico, pela capitalização dos bens e pelo patriarcalismo, torna-se imprescindível recorrer à literatura, mais especificamente do século XIX, para verificar que marcas constitutivas dessa época permanecem visíveis no cronotopo das obras. Assim, de forma crítica, torna-se possível identificar os papeis socialmente atribuídos nos romances e averiguar de que maneira aqueles se expressam. O objetivo desta pesquisa consiste em analisar, dialogicamente, que marcas de patriarcalismo se presentificam, de forma refletida e refratada, na obra Helena, de Machado de Assis. Para tanto, recorremos aos pressupostos teórico-metodológicos de Bakhtin (2006 [1979]), Medviédev (2016 [1928]) e Volóchinov (2017 [1929]), integrantes do Círculo de Bakhtin, bem como de Chaves (1988), Fischer (2008) e Schwarz (2012). Os resultados apontaram para o fato de que o patriarcalismo é um elemento constituinte da narrativa, que retrata discursos arbitrariamente impostos, no constatar de diferenças entre as funções relegadas às mulheres e aos homens.
- Tipo
- Artigo
- Área
- Mais buscados
- Ano
- 2022
- Idioma
- Português
- Licença
- CC BY
- DOI
- 10.29327/256399.11.2-4
Como citar (ABNT)
MARTINS DA SILVA, Ana Carolina; FERNANDES DE SANTANA, Wilder Kleber; CHALEGHI DE MELO, Weslei. Marcas linguístico-discursivas de patriarcalismo em Helena, de Machado de Assis: um estudo dialógico. DISCURSIVIDADES, v. 11, n. 2, p. e1122206, 2022. DOI: 10.29327/256399.11.2-4.
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