Livro · Letras · 2025 · Português
A ficção como história: Resistência e cumplicidades na literatura angolana pós-colonial
Dorothée Boulanger
Resumo
A Ficção como história é uma análise interdisciplinar de mais de vinte romances angolanos escritos, entre as décadas de 1960 e 2010, por alguns dos mais célebres escritores do país – Pepetela, Manuel dos Santos Lima, Manuel Pacavira, Manuel Rui, Boaventura Cardoso, José Eduardo Agualusa, Sousa Jamba e Ondjaki. Dorothée Boulanger analisa a forma como a ficção desempenhou um papel fundamental na formação da identidade angolana e na denúncia da propaganda colonial portuguesa. Num país onde muitos autores foram membros do MPLA (o Movimento Popular de Libertação de Angola) e ocuparam cargos oficiais de relevo após a independência, este livro também revela a interação entre resistência literária e cumplicidades, assim como o peso do posicionamento político e da identidade de género dos próprios escritores angolanos. Rejeitando as separações académicas ocidentais entre literatura e história, poder e poética, este estudo centra-se nos modos africanos de pensar e contar História(s), concentrando-se na própria narrativa dos escritores angolanos sobre o passado, distante e mais recente, do seu país, desde o comércio atlântico de escravos e a criação da elite crioula até à luta armada anticolonial e à tentativa falhada de golpe de Estado do 27 de maio de 1977.
- Tipo
- Livro
- Área
- Letras
- Ano
- 2025
- Idioma
- Português
- Licença
- CC BY-SA
- DOI
- 10.4000/13kaz
Como citar (ABNT)
BOULANGER, Dorothée. A ficção como história: Resistência e cumplicidades na literatura angolana pós-colonial. [S. l.]: Africae, 2025. DOI: 10.4000/13kaz.
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